Igo Estrela/Metrópoles
A sessão do STF desta terça-feira (15/9) foi encerrada como previsto: sem desfecho sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no âmbito do Caso Master. Aliado do ministro, Flávio Dino pediu vista ainda durante a votação de uma questão de ordem, adiando a conclusão do julgamento.
Apesar do tempo que ganhou com o pedido de vista, Moraes saiu enfraquecido da sessão. O grupo do ministro não conseguiu maioria para aprovar a questão de ordem para que seu caso fosse julgado junto ao de André Mendonça. A questão de ordem terminou com placar de 4 a 3 para ser rejeitada.
Ao pedir vista, Dino retirou seu voto que empatava esse placar. O resultado dá uma sinalização ruim para Moraes de que ele também não terá maioria no plenário para evitar o pedido de investigação. Sobretudo diante da expectativa de que Moraes não poderá votar durante a análise do mérito.
Sessão também é ruim para Lula
O resultado, até aqui, também é ruim para Lula do ponto de vista eleitoral. A atuação incisiva de Dino e do ministro Gilmar Mendes pró-Moraes tem tudo para cair na conta do atual chefe do Palácio do Planalto. Assim como Moraes, Dino e Gilmar têm suas imagens muito atreladas à do presidente da República.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar essa atuação de Dino e Gilmar — bem como o voto de Cristiano Zanin pró-Moraes na questão de ordem — para tentar desgatar Lula. Aliados do senador avaliam que ele sairá ganhando qualquer que seja o resultado final do julgamento de Moraes.
Diante desse cenário e de sua posição nas pesquisas de intenção de voto atualmente, só restará a Lula tentar se descolar de forma contundente de Moraes. O presidente terá a oportunidade de fazer isso já na entrevista para a TV Record, marcada para às 19h50 desta terça-feira, ao vivo.
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