Porto Velho (RO)20 de Outubro de 202617:53:10
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Brasil

Itamaraty reage a Milei após declaração sobre possível fraude nas eleições brasileiras

Governo brasileiro classificou as declarações do presidente argentino como uma tentativa inaceitável de interferência no processo eleitoral.


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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, rebateu nesta terça-feira (20) declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para domingo (25). O governo considerou as falas uma tentativa de interferência externa no processo democrático do país.

Mais cedo, Milei compartilhou uma publicação na rede social X com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e insinuou a possibilidade de fraude na votação. Na mensagem, o argentino escreveu que esperava que a campanha não recorresse a um suposto "truque sujo" para roubar a eleição e chamou Lula de "esquerdista ladrão".

Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que as declarações representam uma nova tentativa de ingerência externa e classificou a manifestação como "inaceitável".

Itamaraty defende sistema eleitoral brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores também criticou as ofensas dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de votação eletrônica. Segundo a pasta, as declarações de Milei são antidemocráticas e incompatíveis com a postura esperada do chefe de Estado de um país amigo.

O Itamaraty ainda defendeu a segurança das urnas eletrônicas brasileiras e afirmou que observadores eleitorais internacionais já reconheceram a confiabilidade do sistema durante o primeiro turno.

Ao final da nota, o governo brasileiro ressaltou que a escolha dos próximos dirigentes do país cabe exclusivamente à população brasileira, sem interferência de governos estrangeiros.

Milei já declarou apoio a Flávio Bolsonaro

O segundo turno da eleição presidencial brasileira será disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Milei já manifestou publicamente apoio ao candidato do PL.

As declarações do presidente argentino provocaram uma reação oficial do governo brasileiro em meio à reta final da campanha eleitoral.

CNN Brasil


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