Os Estados Unidos divulgaram uma imagem inédita do Shenlong, avião espacial secreto desenvolvido pela China. O registro aparece em um relatório de 2026 da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) e mostra a espaçonave em órbita, conectada a outro satélite equipado com painéis solares.
A origem do satélite ao qual o Shenlong está acoplado ainda não foi identificada. Outro detalhe que chama a atenção na fotografia é o compartimento de carga da aeronave, que aparece com as portas abertas. A imagem, no entanto, não esclarece qual atividade estava sendo realizada naquele momento.
Imagem foi capturada em 2024
A fotografia foi feita pelo satélite WorldView 3, da empresa norte-americana Vantor, durante a terceira missão do Shenlong, em 2024. A captura ocorreu a cerca de 90 quilômetros de distância e tem resolução de 4,5 centímetros por pixel.
Embora o avião espacial já tivesse sido registrado em outras ocasiões, esta é a primeira imagem divulgada que mostra o veículo em órbita.
As informações sobre as operações do Shenlong continuam limitadas. No lançamento de sua quarta missão, em 2026, a agência espacial chinesa afirmou apenas que o veículo seria usado para testar tecnologias destinadas a tornar as viagens espaciais de ida e volta mais acessíveis e práticas, com foco no uso pacífico do espaço.
Relatório aponta preocupações com atividades espaciais
A imagem foi incluída em um documento da DIA que analisa as capacidades espaciais de países considerados adversários pelos Estados Unidos. O relatório busca avaliar o alcance e as possíveis ameaças representadas pelas atividades desses países no espaço.
A divulgação ocorre em meio à disputa tecnológica e estratégica entre Washington e Pequim, frequentemente descrita por especialistas como uma nova corrida espacial.
Estados Unidos também operam avião espacial secreto
Os norte-americanos também possuem uma espaçonave desse tipo: o X-37B. Assim como ocorre com o Shenlong, os detalhes sobre as missões e as atividades do veículo dos Estados Unidos são divulgados de forma limitada.
A existência dos dois programas reforça o interesse das principais potências mundiais no desenvolvimento de tecnologias capazes de ampliar suas operações em órbita.
Metrópoles