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O canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones, alcançou aproximadamente 10.037.284 seguidores no WhatsApp, superando a marca de 10 milhões em meio à reta final da eleição presidencial. O espaço é usado para divulgar conteúdos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mobilizar seus apoiadores.
O crescimento ocorreu em meio a uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pedir a suspensão do canal por suposta divulgação de desinformação. O caso provocou decisões divergentes dentro da Corte e colocou em discussão as regras para o funcionamento de canais políticos durante a campanha.
Em 11 de outubro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal. A decisão foi revertida no mesmo dia pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Posteriormente, a campanha de Lula registrou formalmente o canal na Justiça Eleitoral, e o espaço voltou a funcionar.
A controvérsia ganhou um novo capítulo em 23 de outubro. O ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o presidente do TSE não poderia suspender, retirar ou restringir o canal antes de uma análise do plenário da Corte. Na mesma data, o tribunal negou ter determinado uma nova retirada do canal do ar.
Análise do TSE
Uma análise técnica divulgada em 12 de outubro não encontrou, entre as publicações examinadas do período de 2 a 11 de outubro, reproduções das afirmações apontadas no processo como supostamente falsas. O relatório, porém, registrou ressalvas sobre a linguagem polarizadora e a atuação coordenada na disseminação de conteúdos. Os técnicos também enfrentaram limitações para avaliar mensagens apagadas ou editadas.
A discussão voltou a ganhar força em 22 de outubro, quando Nunes Marques solicitou à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, informações técnicas sobre o funcionamento do canal. A solicitação buscava esclarecer aspectos como possíveis ações coordenadas, padrões de engajamento e circulação de mensagens.
Com aproximadamente 10 milhões de seguidores, o "Exército do Lula" se consolidou como um dos canais de mobilização política de maior alcance nesta etapa da eleição. A marca demonstra a dimensão da audiência reunida no aplicativo, mas não significa que todos os inscritos sejam eleitores de Lula ou que o número corresponda diretamente a votos.
A disputa sobre o canal segue inserida em um debate mais amplo sobre o uso de plataformas digitais nas campanhas, a fiscalização de conteúdos eleitorais e os limites de atuação da Justiça Eleitoral durante o processo democrático.
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