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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta sexta-feira (31/7) como uma "invasão" a crise migratória registrada em Ceuta, território espanhol no norte da África. Para o republicano, o cenário é resultado de "leis muito liberais" e de uma suposta má gestão do governo da Espanha.
Durante reunião de gabinete em Camp David, o presidente americano voltou a criticar a política migratória espanhola. "O que se vê aí é uma legislação fraca, má gestão, mais leis muito liberais", disse.
Trump voltou a usar a crise espanhola para defender sua agenda contra a imigração e também para fazer um alerta aos eleitores norte-americanos. Segundo ele, uma situação semelhante pode ocorrer nos Estados Unidos, caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato de 2026.
"É terrível. Lembrem-se desta imagem. Daqui a três anos, é assim que estaremos se o lado errado chegar ao poder", afirmou Trump à Fox.
O que ocorreu em Ceuta
Ceuta é um território espanhol localizado no norte da África, cercado pelo Marrocos e separado da Península Ibérica pelo Estreito de Gibraltar.
A região registrou uma forte onda migratória, com milhares de pessoas tentando entrar no território espanhol por terra e mar.
Segundo as informações atualizadas, mais de 60 mil pessoas atravessaram a fronteira durante a crise.
O ministério do Interior da Espanha atualizou para 57 o número de pessoas que morreram.
Mais de 37 mil imigrantes já retornaram a Marrocos.
As autoridades espanholas afirmam que conseguiram controlar a situação.
EUA critica Espanha
O Departamento de Estado dos Estados Unidos também responsabilizou o governo espanhol pela crise. Em publicação na rede social X, a pasta afirmou que o episódio seria consequência de políticas adotadas pela administração do primeiro-ministro Pedro Sánchez para facilitar a migração irregular para a Europa.
"Este incidente inaceitável é resultado direto dos esforços deliberados do governo espanhol para viabilizar e facilitar a migração ilegal em massa para a Europa", afirmou.
O governo americano disse ainda avaliar medidas para proteger cidadãos dos EUA, dentro e fora do país, e afirmou estar disposto a apoiar aliados europeus que estudem políticas semelhantes.
A pasta também declarou solidariedade ao povo espanhol e a outros europeus, classificando o episódio como uma violação da soberania e dos direitos humanos.
Trump relaciona crise a eleições nos EUA
A declaração sobre Ceuta ocorre em meio à preparação para as eleições de meio de mandato nos EUA. Trump tem colocado o combate à imigração ilegal entre as principais bandeiras de seu governo.
Ao comentar o episódio, o republicano argumentou contra os democratas. Para Trump, uma eventual vitória da oposição poderia levar os Estados Unidos a enfrentar problemas semelhantes.
"O que está acontecendo com a Espanha, com dezenas de milhares de imigrantes ilegais invadindo o país, aconteceu nos Estados Unidos durante a administração do sonolento Joe Biden, e acontecerá novamente, só que pior, se os Democratas algum dia voltarem ao poder", declarou.
O governo espanhol, por sua vez, vem adotando medidas para lidar com o fluxo migratório. Recentemente, o primeiro-ministro Pedro Sánchez propôs regularizar migrantes que já vivem no país.
Metrópoles