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O Paquistão e o Afeganistão voltaram a entrar em rota do colisão no último fim de semana, após forças paquistanesas lançarem uma operação militar após incidentes terroristas no país. A ofensiva ocorreu nesse domingo (20/9) e deixou ao menos 37 mortos.
Segundo o Ministério da Informação paquistanês, ataques aéreos foram lançados em dois distritos na província de Kyber Pakhtunkhwa, localizada na fronteira com o Afeganistão.
Os alvos, informou o governo do Paquistão, foram instalações utilizadas por terroristas, incluindo "centro de treinamentos de homens-bomba".
Apesar das alegações de Islamabade sobre "ataques precisos" e dentro da linha fronteiriça paquistanesa, o governo do Afeganistão, liderado pelo grupo Talibã, disse que os bombardeios atingiram duas províncias do país.
Em um comunicado, o porta-voz da organização, Zabihullah Mujahid, afirmou que três civis morreram no ataque. A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) informou que as vítimas eram um homem, uma mulher e uma criança.
A novo capítulo na tensão entre os dois países surge após um atentado contra uma mesquita no Paquistão, que deixou 31 mortos e mais de 100 feridos na última sexta-feira (21/9). A autoria do ataque foi reivindicada pelo Ittihad-ul-Mujahideen Pakistan, que possuí ligações com o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP) — também conhecido como "Talibã Paquistanês".
Desde que o Talibã tomou o poder no Afeganistão, em 2021, a relação entre as duas nações vizinhas é marcada por episódios de violência na fronteira.
O Paquistão acusa o Talibã de dar suporte, e de abrigar terroristas no Afeganistão terroristas que costumam realizar atentados no país. O Talibã, por sua vez, afirma que o governo paquistanês permite que membros do Estado Islâmico de Khorasan (ISIS-K) operem no país. A organização, filial regional do ISIS na Ásia Central, é inimiga declarada do grupo afegão.
Além disso, a disputa entre os dois países envolve reivindicações territoriais ao longo da Linha Durand.
Metrópoles