Porto Velho (RO)30 de Setembro de 202619:07:42
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Navio japonês afundado de propósito nas Maldivas vira refúgio para tubarões e corais

Antigo cargueiro de atum foi levado ao fundo do mar para criar atração turística e contribuir com a recuperação do ecossistema marinho.


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Um antigo navio cargueiro de atum, construído no Japão em 1980, ganhou uma nova função nas águas das Maldivas. Com quase 500 toneladas e 66,36 metros de comprimento, a embarcação foi afundada de propósito para se transformar em uma atração para mergulhadores e, ao mesmo tempo, contribuir para a conservação da vida marinha.

A iniciativa foi criada pelo Grupo Sun Siyam e está localizada no Atol de Noonu, nas águas territoriais do resort Siyam World.

Projeto começou em 2021

A ideia surgiu em 2021, quando Ahmed Siyam Mohamed, fundador e presidente do Grupo Sun Siyam, apresentou o projeto de criar uma estrutura subaquática que unisse turismo e conservação ambiental.

Depois de ser localizada no Atol de Lhaviyani e receber autorização do governo das Maldivas, a embarcação foi transportada para o Atol de Noonu. O naufrágio planejado ocorreu em outubro de 2024.

A atração foi aberta oficialmente para mergulhadores em junho deste ano. Desde então, dezenas de corais moles e duros já colonizaram partes do navio.

A estrutura também passou a receber diferentes animais marinhos. Entre as espécies observadas estão tubarões-guitarra, peixes-morcego e cardumes de xaréus.

Navio precisou ser virado após o naufrágio

O processo não saiu exatamente como planejado. Durante o afundamento, o ar acumulado dentro da embarcação fez com que o navio ficasse de cabeça para baixo.

Para corrigir a posição, uma equipe especializada das ilhas de Miladhoo passou semanas trabalhando com grandes bolsas de ar e cordas até conseguir girar cuidadosamente a estrutura e deixá-la na posição vertical.

Projeto incentiva recuperação dos corais

O naufrágio também deu origem ao projeto Wreck to Reef, criado para envolver os hóspedes do resort no acompanhamento e na recuperação do ecossistema formado ao redor da embarcação.

Por meio de atividades guiadas, mergulhadores podem participar do plantio de fragmentos de corais e acompanhar o desenvolvimento da vida marinha no local.

A primeira edição dos mergulhos guiados ocorreu em junho e reuniu mergulhadores profissionais, ambientalistas, cientistas, criadores de conteúdo e defensores dos oceanos.

Segundo o Siyam World Maldives, um documentário sobre o projeto Wreck to Reef deve ser lançado em breve.

CNN Brasil


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