Um menino de 7 anos, identificado como Junior Far, está se recuperando após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) provocado pelo bloqueio de uma artéria no cérebro. O caso aconteceu na Inglaterra e chamou atenção após a mãe do garoto, Evangelynne Williams, buscar informações sobre os primeiros sintomas apresentados pelo filho no ChatGPT.
O primeiro episódio ocorreu em 12 de maio, depois de uma aula de natação. Junior passou a sentir fraqueza e formigamento em um dos lados do corpo. Preocupada com os sinais, a mãe pesquisou os sintomas na ferramenta de inteligência artificial e decidiu levar a criança ao hospital.
Na unidade de saúde, Junior passou por uma avaliação inicial, mas, segundo a mãe, não foram realizados exames de imagem. A criança recebeu alta e a família foi orientada a retornar caso os sintomas voltassem.
Quadro se agravou semanas depois
Cerca de seis semanas depois, em junho, o menino voltou a apresentar problemas de saúde. Ele acordou passando mal, com náuseas e vômitos, e foi levado novamente ao hospital.
Durante o atendimento, o estado de Junior piorou e ele passou a apresentar dificuldades para andar e responder normalmente. A mãe insistiu que o quadro poderia ser mais grave do que um simples mal-estar.
A situação mudou quando a avó do garoto chegou ao hospital e também questionou a gravidade dos sintomas. Após a intervenção, Junior foi encaminhado para uma área de atendimento emergencial, onde uma equipe médica identificou que ele estava sofrendo um AVC.
Menino passou por cirurgia e segue em recuperação
Junior precisou passar por um procedimento para retirar coágulos que bloqueavam a circulação no cérebro. Ele permaneceu internado por cerca de três semanas em coma induzido.
Depois de receber alta, o garoto voltou a andar e falar, mas ficou com consequências neurológicas que podem afetar seu desenvolvimento.
Desde a internação, a mãe mantém uma campanha de arrecadação para ajudar com os custos do tratamento e da reabilitação do filho.
Evangelynne também passou a compartilhar a experiência para chamar atenção aos sinais de AVC em crianças. Segundo ela, reconhecer alterações inesperadas e buscar atendimento médico rapidamente pode ser fundamental.
A história também reforça que ferramentas de inteligência artificial podem servir como fonte de informação, mas não substituem uma avaliação médica profissional, especialmente diante de sintomas súbitos ou preocupantes.
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