Porto Velho (RO)22 de Setembro de 202617:03:28
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Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de mama avançado

Etcamah é indicado para pacientes com mutação no gene ESR1 e doença localmente avançada ou metastática


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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (21), o registro do medicamento Etcamah para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático.

O remédio, desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca, é destinado a pacientes com câncer de mama do tipo HR positivo e HER2 negativo que apresentam mutação no gene ESR1. A alteração pode surgir durante o tratamento inicial com terapia hormonal combinada a inibidores de CDK4/6, antes mesmo de sinais claros de progressão da doença aparecerem nos exames de imagem.

A aprovação amplia as opções de tratamento disponíveis no Brasil para pacientes com esse perfil. O medicamento já havia sido autorizado nos Estados Unidos, na Europa e em outros países.

Estudo avaliou medicamento

A decisão da Anvisa foi baseada em um estudo clínico internacional com 315 pacientes com câncer de mama avançado.

Na pesquisa, o uso do Etcamah combinado a um inibidor de CDK4/6 foi comparado ao tratamento tradicional com um inibidor de aromatase.

Os resultados apontaram uma redução de 56% no risco de progressão da doença ou morte entre as pacientes que receberam a combinação com o novo medicamento.

Como o Etcamah funciona

O medicamento atua sobre o receptor de estrogênio presente nas células do tumor. O tratamento bloqueia esse receptor e também contribui para sua degradação, dificultando o crescimento das células cancerígenas.

A estratégia é considerada relevante porque algumas pacientes podem desenvolver resistência às terapias hormonais durante o tratamento.

Estimativas citadas na matéria apontam que aproximadamente 30% das mulheres com esse tipo de câncer desenvolvem mutações no gene ESR1 enquanto utilizam essas terapias.

Câncer de mama no Brasil

O câncer de mama está entre os tipos de câncer mais frequentes entre mulheres e também figura entre as principais causas de morte por câncer.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam mais de 73 mil novos casos por ano no Brasil no período recente.

A possibilidade de iniciar uma nova etapa de tratamento antes que a progressão da doença seja identificada nos exames pode contribuir para adiar o avanço do câncer em pacientes que apresentam a mutação genética relacionada ao ESR1.

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