A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na quarta-feira (7), o início dos testes em humanos da Vivaxin, uma vacina brasileira desenvolvida contra o Plasmodium vivax, tipo de malária mais comum no Brasil.
O imunizante foi desenvolvido em uma parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade de São Paulo (USP) e o laboratório Cristália.
Atualmente, não há vacina disponível para a população contra o Plasmodium vivax. Os dois imunizantes existentes são voltados ao Plasmodium falciparum, espécie mais comum na África e responsável pela maioria das mortes provocadas pela doença.
Primeira fase dos testes
A primeira etapa da pesquisa contará com 48 voluntários saudáveis que nunca tiveram malária. Eles serão divididos em dois grupos: um receberá a vacina e o outro, um placebo.
Durante o estudo, os pesquisadores vão acompanhar possíveis reações adversas e verificar se a fórmula consegue estimular o sistema imunológico a reconhecer o parasita. O acompanhamento dos participantes será feito durante um ano.
A Vivaxin será aplicada em três doses, com intervalo de 28 dias entre cada uma. Os resultados dessa primeira fase serão utilizados para definir os próximos passos da pesquisa.
Próxima etapa
A fase seguinte deverá avaliar se o imunizante é capaz de prevenir a malária. Segundo o professor Ricardo Gazzinelli, coordenador do CTVacinas da UFMG, a vacina pode contribuir para os esforços de eliminação da doença no Brasil e em outros países da América Latina.
Metrópoles