O preço do feijão-preto registrou alta em outubro, apesar da redução no ritmo de compras no mercado brasileiro. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a saca de 60 quilos chegou à média de R$ 263,06 no sul do Paraná, na parcial até 16 de outubro. O valor representa um aumento de 9,1% em comparação com a média de setembro.
O feijão-carioca de qualidade superior também apresentou valorização, embora em ritmo menor. No noroeste de Minas Gerais, a saca de 60 quilos alcançou R$ 311,42 na média parcial de outubro, avanço de 0,4% em relação ao mês anterior, conforme o indicador Cepea/CNA.
Oferta limitada ajuda a sustentar os preços
A valorização do feijão-preto ocorre mesmo com a demanda doméstica mais lenta. Nesse cenário, a disponibilidade do produto é um dos fatores que ajudam a explicar a manutenção das cotações em patamares elevados.
O Paraná tem papel importante na produção nacional de feijão-preto. Ao longo de 2026, análises do Cepea apontaram que a oferta restrita e o ritmo de colheita influenciaram os preços do grão no estado.
Em períodos de menor disponibilidade, os vendedores podem manter valores elevados mesmo quando os compradores reduzem o volume de aquisições.
Feijão-carioca também mantém preços firmes
Enquanto o feijão-preto apresentou uma alta mais expressiva, o carioca de melhor qualidade teve uma variação mais moderada em outubro.
No noroeste de Minas Gerais, a cotação média chegou a R$ 311,42 por saca de 60 quilos até o dia 16. A qualidade dos grãos, o volume disponível e o interesse dos compradores estão entre os fatores que influenciam os preços dessa variedade.
As diferenças entre as cotações mostram que o mercado apresenta comportamentos distintos conforme o tipo de feijão e a região produtora.
Alta no campo pode afetar o consumidor?
A valorização no mercado produtor não significa que os preços nos supermercados subirão na mesma proporção. Entre a produção e a venda ao consumidor, existem custos de beneficiamento, embalagem, transporte e distribuição.
Além disso, estoques e condições locais de oferta e procura também interferem no valor final do produto.
Por isso, embora a saca do feijão-preto tenha registrado alta de 9,1% no sul do Paraná, o impacto no varejo dependerá de outros fatores da cadeia comercial.
Mercado acompanha disponibilidade dos grãos
Os preços do feijão seguem influenciados pelo equilíbrio entre oferta e demanda, pela qualidade dos produtos e pelo comportamento dos compradores.
Os dados parciais de outubro indicam uma valorização mais intensa do feijão-preto no Paraná, enquanto o feijão-carioca de qualidade superior mantém avanço discreto em Minas Gerais.
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