Porto Velho (RO)08 de Setembro de 202611:57:42
EDIÇÃO IMPRESSA
Plantão de Polícia

VÍDEO: Câmeras registram discussões antes de engenheiro matar mulher e atacar filha em MT

Imagens mostram momentos que antecederam a morte de Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, e o ataque à filha do casal, de 7


Imagem de Capa

PUBLICIDADE

Imagens de câmeras de segurança da casa onde viviam Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, e o engenheiro Daniel Bennemann Frasson registraram momentos que antecederam a morte da mulher e o ataque à filha do casal, de 7 anos, em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso.

Gleici foi morta em 24 de junho de 2025. A filha também foi esfaqueada enquanto dormia, mas sobreviveu após passar 22 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os registros mostram discussões entre Gleici e Daniel nos dias anteriores ao crime. Segundo o advogado Rodrigo Pouso, que representa a família da vítima, os conflitos estavam relacionados a questões financeiras e ao patrimônio do casal.

Discussões foram registradas antes do crime

Em uma das gravações, Gleici e Daniel aparecem discutindo dentro da residência. Em determinado momento, o engenheiro demonstra estar abalado e chora.

As imagens também mostram uma mensagem enviada pela irmã de Daniel para Gleici. Segundo o advogado da família, a mulher orientava a vítima a esconder as facas que estavam dentro da casa.

Na manhã de 24 de junho, dia do crime, Daniel aparece circulando sozinho pela residência. Ele passa por diferentes cômodos até chegar à cozinha, onde pega uma faca e segue em direção ao quarto em que Gleici estava.

De acordo com informações reunidas no processo, a mulher sofreu cerca de 16 golpes.

Filha também foi atacada

Depois de deixar o quarto, Daniel aparece nas imagens com sangue nas mãos e nos braços. Ele caminha pela casa e, pouco depois, retorna para outro cômodo, onde a filha de 7 anos estava dormindo.

A menina foi atingida durante o ataque, mas sobreviveu. Ela permaneceu internada por 22 dias em uma UTI.

As câmeras registraram ainda a chegada de familiares à residência. Eles contiveram a situação, retiraram a criança do imóvel e permaneceram no local.

Exame aponta possível inimputabilidade

Um exame realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) apontou que Daniel poderia ser considerado inimputável no momento do crime.

A classificação significa que, caso seja confirmada pela Justiça, ele não teria plena capacidade de compreender o caráter ilícito do que estava fazendo ou de agir de acordo com esse entendimento no momento dos fatos.

Daniel está preso desde o crime, mas, após o resultado do exame, foi encaminhado para uma clínica de recuperação.

A conclusão pericial é contestada pelo Ministério Público e pela família de Gleici. Segundo o advogado dos familiares, a homologação do primeiro laudo foi anulada e um novo exame foi realizado por três peritos.

A Justiça ainda deverá analisar os novos resultados e as demais provas do processo para definir se Daniel pode ou não ser considerado inimputável.

Família também questiona questão patrimonial

O advogado da família de Gleici também levantou questionamentos sobre a disputa pelo patrimônio deixado pela vítima.

Segundo ele, após o crime, familiares de Daniel conseguiram sua interdição em outra comarca. Posteriormente, teria sido apresentado, em nome do engenheiro, um pedido no processo de inventário de Gleici para que ele tivesse direito à metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis.

Para a defesa dos familiares, a situação levanta dúvidas sobre a alegação de que Daniel não teria capacidade de compreender seus próprios atos.

A capacidade mental do acusado, no entanto, ainda está sendo analisada pela Justiça. A decisão deverá considerar os novos exames periciais e as demais provas reunidas no processo.


G1 Mato Grosso


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Plantão de Polícia