O médico Bruno Henrique Schrippe, conhecido como Dr. Cowboy, retornou esta semana ao município de Ji-Paraná para apresentar oficialmente o projeto Fundação "O Cavalo Restaura". Morando há mais de dois anos no estado do Texas, nos Estados Unidos, Bruno compartilhou sua trajetória durante entrevista ao programa Fala Ji-Paraná, da RedeTV Ji-Paraná.
Ao jornalista Euclides Maciel, Bruno contou que decidiu deixar a carreira na medicina quando se mudou para os Estados Unidos. No Texas, passou a trabalhar em um rancho, realizando um sonho de infância: tornar-se cowboy.
A mudança radical de vida veio acompanhada de grandes desafios emocionais. O médico revelou que enfrentou um período de depressão profunda e chegou a pensar em desistir da própria vida. Foi no contato com os cavalos que encontrou um novo propósito. "O poder da cura através do cavalo é incrível", destacou.
Com a experiência adquirida na medicina e o aprendizado no manejo de equinos, Bruno idealizou a Fundação "O Cavalo Restaura", voltada ao tratamento terapêutico por meio da equoterapia. Inicialmente direcionado a crianças neurodivergentes, o projeto agora amplia sua atuação. "Precisamos cuidar também dos pais dessas crianças. Adultos também precisam conhecer o poder da cura por meio de um cavalo", argumentou.
A proposta é oferecer treinamentos e atendimentos de forma totalmente gratuita, fortalecendo uma rede de apoio formada por pessoas dispostas a ajudar outras pessoas. Segundo Bruno, o objetivo é restaurar esperança e promover saúde emocional e física por meio da conexão com os animais.
Bruno curava como médico. Hoje, cura através dos cavalos. Da sala de cirurgia aos estábulos do Texas, sua missão continua a mesma: transformar vidas.
Atualmente, o Dr. Cowboy divulga o projeto principalmente pelas redes sociais, por meio do Instagram @drcowboy.bruno, onde também orienta interessados em conhecer ou apoiar a iniciativa.
Em Rondônia, o projeto vem conquistando novos parceiros. Entre os apoiadores está o médico Edson Aleotti, que manifestou publicamente seu apoio. "O Bruno foi meu funcionário. Fui o primeiro patrão dele. E acompanhar o crescimento de alguém que começou ao nosso lado é algo que marca a vida da gente. Mais do que trabalho, construímos respeito, aprendizado e confiança", declarou Aleotti em mensagem publicada em sua página no Instagram.
Sensíveis às causas das pessoas com deficiência, os médicos reforçam que a fundação nasce com o propósito de ampliar o acesso a terapias alternativas e acolher famílias que buscam suporte emocional e qualidade de vida.
Leandro Pereira