Porto Velho (RO)04 de Novembro de 202610:27:50
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Plantão de Polícia

Homem vai a júri por matar o próprio irmão, ‘Dom Diego’, em disputa por herança

O réu está preso preventivamente desde 2024 e responde por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima


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O julgamento de Heverson Giuliane Siqueira, acusado de assassinar o próprio irmão, o empresário e criador de conteúdo Herlison Diego de Siqueira, conhecido como "Dom Diego", está marcado para o dia 19 de novembro de 2026, pelo Tribunal do Júri, em Jaru (RO). De acordo com a denúncia do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o homicídio teria sido motivado por uma disputa de herança. O réu está preso preventivamente desde dezembro de 2024 e responde por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a acusação, Heverson teria preparado uma emboscada na propriedade onde o irmão morava, escondendo-se no local para surpreendê-lo no momento em que chegasse. A decisão de levar o acusado a júri popular foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, em agosto de 2026, após recurso apresentado pela defesa. Os desembargadores decidiram, por unanimidade, que ele deverá ser julgado pelos jurados.

A defesa afirma que Heverson é inocente e ressalta que ainda não existe condenação. Os advogados também informaram que apresentarão os argumentos durante o julgamento, sem comentar antecipadamente as provas e os detalhes do processo.

Relembre o crime

O assassinato de Dom Diego aconteceu na noite de 8 de setembro de 2023, em frente à chácara onde ele morava, às margens da BR-364, em Jaru. Na ocasião, o empresário chegava à propriedade de carro, acompanhado de uma jovem, quando foi surpreendido por um homem armado.

O criminoso efetuou vários disparos e fugiu por uma área de mata. A mãe da vítima, que estava dentro da residência, ouviu os tiros e, ao sair, encontrou o filho morto, com ferimentos na cabeça e no abdômen. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas confirmou a morte.

Desde o início, a Polícia Civil investigou o caso como uma emboscada. Agora, mais de três anos após o assassinato, o caso será submetido ao Tribunal do Júri, que deverá decidir sobre a responsabilidade criminal do acusado.

Portal SGC


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