A delegada Ingrid Priotto, responsável pela investigação do acidente que matou 23 pessoas em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná, afirmou que o trabalho de remoção dos corpos foi difícil devido à gravidade da colisão.
O acidente ocorreu na madrugada desta quarta-feira (19), no km 209 da BR-373, e envolveu uma carreta e um micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva. Cinco pessoas sobreviveram e foram encaminhadas para hospitais da região.
Segundo as forças de segurança do Paraná, entre as 23 vítimas estão 13 mulheres, oito homens — incluindo o motorista da carreta — e duas crianças.
"É uma situação trágica, em razão do número de mortes, crianças como vítimas. A remoção dos corpos foi difícil. Foi uma tragédia na região", afirmou a delegada. As idades das vítimas ainda não haviam sido confirmadas.
Polícia investiga causas do acidente
A Polícia Civil acompanha desde a madrugada os trabalhos realizados no local e aguarda os laudos periciais para determinar as circunstâncias da colisão.
De acordo com Ingrid Priotto, a principal hipótese levantada inicialmente é de que a carreta tenha invadido a faixa contrária da rodovia e atingido frontalmente o micro-ônibus.
"A Polícia Civil está no local do sinistro desde a madrugada, por volta das 5h. Acompanhamos os trabalhos periciais para apurar as causas e a motivação. Vamos iniciar a investigação para apurar as circunstâncias", explicou.
A dinâmica do acidente, no entanto, ainda será analisada pelos investigadores com base nos vestígios encontrados no local e nos laudos periciais.
Corpos serão identificados em Ponta Grossa
A Polícia Científica do Paraná informou que os corpos das 23 vítimas serão encaminhados para a Unidade de Execução Técnico-Científica (UETC) de Ponta Grossa, onde passarão pelos procedimentos de identificação.
Para auxiliar no trabalho, foi acionado o protocolo DVI (Disaster Victim Identification), utilizado internacionalmente pela Interpol para a identificação técnica de vítimas em acidentes e outros eventos com grande número de mortos.
O procedimento permite cruzar informações coletadas nos corpos com dados fornecidos por familiares e registros oficiais, incluindo informações biométricas.
A Polícia Científica ressaltou que a confirmação oficial das identidades ocorrerá somente após a conclusão de todas as etapas necessárias e a comunicação às autoridades policiais e aos familiares.
Metrópoles